Terminei os estudos. E agora?

A pensar nos jovens que estão prestes a entrar no mercado de trabalho e não sabem por onde começar, criámos uma lista de orientações para responder a todas as dúvidas.

Todos nós já passámos por esta fase. Surge aquele friozinho no estômago, somos invadidos por dezenas de perguntas, e às vezes até a incerteza bate à porta. A entrada no mercado de trabalho é um momento muito antecipado na vida dos estudantes. E é também das fases mais desafiantes na carreira profissional.

Por isso é natural buscar formas simples e rápidas de conseguir um emprego. Mas a verdade é que não há uma receita que seguida passo a passo garanta sempre o mesmo resultado! 

Há, em contrapartida, várias estratégias que podemos adotar na procura de trabalho. Combinadas, todas essas estratégias aumentam as hipóteses de ficarmos com a vaga à qual nos candidatámos.

Então, por onde começar? Desde a criação do currículo, ao envio do email de candidatura, a como fazer conexões e quais as plataformas onde procurar vagas, listamos quatro estratégias que podem servir de orientação nesta fase inicial.

 

Estratégias para adotar na procura de emprego

 

1. Criação de um CV apelativo e que vá direto ao ponto

O primeiro passo na procura de emprego passa pela criação de um currículo vitae. Este é um documento importante para elucidar os recrutadores quanto às qualificações, experiência profissional, competências e outras informações relevantes para a candidatura. 

A secção da experiência profissional é o elemento a que se deve prestar mais atenção. Um erro muito comum é simplesmente enumerar tarefas e funções na descrição das atividades profissionais. Mas os recrutadores querem sobretudo saber das conquistas, situações de aprendizagem e resultados alcançados pelos candidatos.

Uma dica para profissionais inexperientes é colocarem estágios, cursos, formações, experiências de voluntariado e outros certificados que possam constituir um diferencial positivo e mostrar o potencial da pessoa.

Quanto mais objetivo, simples e personalizado for o currículo, maiores também as hipóteses de não ser imediatamente descartado e de se destacar da concorrência. Isto porque entre tantas candidaturas recebidas os profissionais RH procuram fazer uma análise breve.

2. Envio da carta de apresentação/ email de candidatura

O CV por si só não basta. Inserir texto no email de candidatura ou enviar carta de apresentação juntamente com o currículo aumenta normalmente as hipóteses de contratação. 

Mais uma vez, a personalização, a simplicidade e a objetividade devem servir de base para criação deste texto. Lembramos que os recrutadores não têm tempo para analisar cada candidatura com toda a atenção, por isso convém ser breve.

Este texto deve conter a apresentação, objetivos, competências e experiência relevante ao cargo a que se candidata. Não deve ser visto apenas como um complemento ao currículo. 

A elaboração da carta de apresentação ou do email de candidatura deve ir além das informações que constam no CV. É essencialmente a resposta à pergunta: Porque devo ser contratado(a)?

3. Como fazer conexões

Apostar no networking, reforçar contactos e usar conexões profissionais para ter acesso a novas oportunidades e informações é uma boa ideia em qualquer fase da carreira profissional. 

Mas na procura do primeiro emprego pode assumir um papel especialmente relevante. Afinal, os recrutadores ainda valorizam recomendações, por isso esta pode ser uma porta de entrada para a vaga desejada.

Na era do digital, as redes sociais são uma ótima ferramenta para procurar trabalho. Algumas sugestões para usá-las de forma mais eficiente com este intuito:

  • Investir tempo na apresentação e na foto do perfil;
  • Tirar partido de redes sociais como o Linkedin para partilhar o currículo;
  • Interagir com utilizadores e publicações, através de gostos, comentários e repartilhas de publicações;
  • Ter atenção ao que se publica, sobretudo a assuntos polémicos ou duvidosos, e como isso se reflete na imagem que é passada;
  • Criar conteúdos que promovam engajamento e acrescentem valor à comunidade;
  • Aproveitar para fornecer amostras de trabalho;
  • Participar em grupos de emprego e discussão no facebook;
  • Apostar em contactos que revelem coerência e relevância;
  • Conhecer para que fim deve ser utilizada cada rede social.

Além do online, o offline também apresenta várias vantagens de networking. A participação em cursos, formações, workshops, palestras, feiras de emprego e outros eventos offline é uma excelente oportunidade para se fazerem novas conexões.

4. Plataformas de emprego

Todo o trabalho de casa feito, agora é hora de submeter candidaturas. As candidaturas espontâneas são sempre uma boa opção, mas se o que pretende mesmo é saber quais as necessidades específicas e imediatas das organizações e empresas, recorrer às plataformas de emprego é um bom ponto de partida.

Quais as plataformas de emprego mais usadas para procura de trabalho em todas as áreas?
  • Linkedin
  • Net Empregos
  • SAPO Emprego
Quais as plataformas de emprego para procura de trabalho no Turismo?

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