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Microgestão: Os 5 principais sinais de alerta

Receia que a microgestão possa tornar-se um problema na sua organização e afetar a produtividade das equipas? Aprenda quais são os 5 principais sinais de alerta da microgestão e crie uma cultura de compromisso, autonomia e inovação.

A maioria dos gestores cai no erro de assumir o controlo de todas as operações e supervisionar pessoalmente cada tarefa numa equipa. Contudo, nos dias de hoje, este comportamento está longe de se enquadrar na definição de um bom líder.

A diferença entre um bom líder e um microgestor reside na capacidade de delegar tarefas e confiar nos colaboradores para desempenharem as suas funções.

Infelizmente, esta é uma realidade muito presente no local de trabalho. Segundo um estudo da Officevive, 1 em cada 5 funcionários considera que não tem a liberdade necessária para decidir como realizar o seu próprio trabalho.

Como resultado, a microgestão traz desmotivação e um ambiente de ressentimento e desconfiança para as equipas. Ao mesmo tempo, afeta negativamente os gestores, porque obriga-os a trabalhar mais horas e de forma menos produtiva.

Saber identificar os sintomas de microgestão numa organização é essencial para evitar os seus efeitos negativos e criar métodos de trabalho mais saudáveis.


O que é a Microgestão?


A microgestão é um estilo de liderança que se caracteriza pelo controlo total e centralizado na figura do gestor ou líder de equipa.

Num ambiente de microgestão, o gestor envolve-se em todos os aspetos operacionais, supervisionando de perto, tomando as decisões sem consultar os seus subordinados e, muitas vezes, substituindo os trabalhadores na realização das tarefas por falta de confiança.

A microgestão resulta frequentemente da insegurança dos líderes para fazer face às responsabilidades e adversidades, aliada a uma tendência para o perfecionismo e controlo.

Por mais bem-intencionadas que sejam as ações de microgestão, é importante ter em conta que os colaboradores precisam de autonomia, propósito e domínio para se sentirem motivados e alcançarem melhores resultados.


As consequências negativas da microgestão


Os efeitos da microgestão são como uma bola de neve. Começam por influenciar o ambiente da organização, ao gerar pressão e cobrança para a realização das tarefas. Por sua vez, o ambiente tóxico e pouco produtivo prejudica o desempenho dos funcionários.

Por um lado, eles sentem-se menos felizes, porque não se conseguem identificar com o projeto e o clima organizacional. E, por outro, sentem-se menos criativos e motivados para propor novas soluções, uma vez que os líderes são pouco recetivos a ideias diferentes.

Isto reduz a produtividade nas empresas, devido ao tempo gasto com relatórios, alinhamentos ou aprovações, assim como à falta de iniciativa dos colaboradores.

Como consequência, aumenta também a rotatividade dos funcionários. Segundo um estudo da Trinity Solutions, 69% dos colaboradores já consideraram mudar de empresa devido à microgestão.

Por fim, a microgestão provoca sobrecarga de trabalho, exaustão e burnout tanto nos líderes como nos colaboradores. Os primeiros assumem, além do seu trabalho, as tarefas de afazeres dos subordinados e os segundos sentem a pressão de fazer mais e melhor.


Os 5 principais sinais de alerta da microgestão


Quer evitar a microgestão na sua organização? Conheça os principais sinais de alerta e saiba como agir.


1. As tarefas não são bem distribuídas


Quando as tarefas não são bem distribuídas, é sinal de que o gestor não confia nos seus colaboradores. Isso acontece porque o gestor pode ter dúvidas quanto à capacidade dos trabalhadores realizarem as tarefas corretamente ou cumprirem prazos.

Alguns exemplos de microgestão, neste caso, incluem o gestor atribuir as tarefas mais complexas e desafiantes aos mesmos colaboradores ou optar por não delegar tarefas, mesmo quando os membros da equipa se encontram disponíveis.

Como consequência, a distribuição ineficaz das tarefas pode levar a um excesso de trabalho para alguns colaboradores e a um desinteresse ou desmotivação para outros.


2. Existe falta de planeamento


Uma organização que não planeia as suas ações e projetos de acordo com objetivos orientados e bem delimitados, sofre da incerteza quanto ao que precisa ser feito.

Esta incerteza pode refletir-se num gestor mais autoritário, uma vez que a falta de organização e planeamento deixa as equipas à mercê de mudanças, imprevistos e decisões aleatórias por parte da liderança.


3. Todas as tarefas passam pela aprovação do gestor


É expectável que os gestores estejam a par dos processos e informações mais relevantes. Mas quando um gestor faz questão de rever todo o trabalho feito e estar incluído em todos os emails trocados, essa supervisão torna-se exagerada e contraproducente.

Em primeiro lugar, porque obriga à interrupção frequente do fluxo de trabalho dos funcionários, para eles possam fazer perguntas e receber instruções. E depois porque os colaboradores podem-se sentir desvalorizados e desmotivados com a falta de confiança.


4. É necessário reportar tudo


Outro sinal de microgestão é a exigência de atualizações constantes sobre o progresso dos projetos, mesmo que essas atualizações não sejam necessárias.

A obrigação de reportar todas as atividades e submeter relatórios detalhados pode atrapalhar o foco e produtividade dos colaboradores. Por outro lado, os colaboradores podem-se sentir stressados com a vigilância constante por parte das chefias.


5. Os colaboradores têm falta de autonomia


Os microgestores podem não dar a autonomia necessária aos funcionários para tomar decisões ou resolver problemas. Sem autonomia, os colaboradores têm poucas oportunidades para aprender e crescer.

Este estilo de liderança evidencia o medo que os gestores têm quanto à incompetência dos seus colaboradores. Uma das consequências mais diretas disso é impedir os funcionários de se responsabilizarem pelos seus erros e, por isso, quererem arriscar.


Como criar equipas comprometidas?


Se identificou alguns destes sinais na sua organização, é importante tomar medidas para evitar a microgestão e aumentar a satisfação dos seus colaboradores.

Algumas boas práticas podem passar por estabelecer orientações e metas claras, apostar na formação e desenvolvimentos dos trabalhadores, elogiar o bom desempenho, aproveitar os erros para retirar lições e criar uma cultura de confiança e autonomia.

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